SAÚDE
Cistite, um mal que atinge todas mulheres quando menos se espera, vamos prevenir...
PREVENÇÃO DAS CISTITES
As medidas profiláticas que serão descritas têm grande importância
prática, pois diminuem de forma significativa as chances de ocorrência
de surtos agudos de cistites.
Micções frequentes: A micção representa um dos mecanismos de defesa do trato urinário contra a invasão das bactérias (bactérias
na uretra são eliminadas com urina durante a micção). Por isso,
pacientes propensas a cistites devem urinar com frequência, se possível a
cada 3 ou 4 horas.
Ingestão de líquidos: A ingestão de grande
quantidade de água contribui para maior formação de urina e isto
favorece a eliminação de bactérias durante a micção. Cerca de 2 litros
de líquidos devem ser ingeridos por dia.
Higiene pessoal: A
higiene feminina implica em cuidados com os orifícios anal, vaginal e uretral e com a pele adjacente, de modo a evitar que bactérias
intestinais, eliminadas principalmente por ocasião das evacuações,
penetrem na vagina ou uretra. Estas medidas devem ser ensinadas na
infância, enfatizando para a criança sobre a necessidade de tais
cuidados em decorrência da proximidade entre o ânus e a vagina.
Higiene: A limpeza com papel após as evacuações deve ser feita de
frente para trás, e nunca ao contrário, a fim de evitar que bactérias
localizadas em torno do ânus sejam carregadas para a vagina.
Banhos locais: Após as evacuações pode-se melhorar a limpeza da região
através de lavagem local com “chuveirinho”ou água corrente. Deve-se
evitar nessas ocasiões banhos de imersão em bacias ou banheiras, pois
água contaminada com restos fecais pode penetrar na vagina. A limpeza
com “chuveirinho”é particularmente importante em pacientes com cistites
recidivantes.
Higiene após micções: A higiene local após as
micções deve ser sempre com papel macio, que é aplicado na região de
modo a absorver a urina residual. A prática de se esfregar o papel junto
ao orifício da uretra é desaconselhável, já que isto pode traumatizar o
local e favorecer a penetração de bactérias.
Roupas: Mulheres
com cistites recorrentes devem evitar o uso de roupas justas por longos
períodos e de calcinhas de nylon ou material sintético. Roupas muito
justas ou calcinhas não absorventes impedem a circulação de ar na região
genital, o que torna a vagina úmida e aquecida. Este tipo de ambiente
favorece o crescimento de bactérias relacionadas com infecções vaginais e
envolvidas com cistites.
Calcinhas de material sintético podem
produzir alergia local, com prurido persistente e irritação da mucosa
que reveste a vagina. Este tipo de lesão propicia o desenvolvimento
local de bactérias e aparecimentos de infecções secundárias. As
pacientes predispostas a cistites devem usar, de preferência, calcinhas
de algodão.
Higiene menstrual: As medidas higiênicas comumente
empregadas durante o período menstrual não parecem interferir com o
aparecimento de infecções vaginais ou cistites. Não se demonstrou até o
momento qualquer efeito nocivo das compressas ou dos tampões vaginais em
relação aos sistemas genital e urinário.
Desodorantes íntimos:
Devem ser evitados em mulheres propensas a cistites ou infecções
vaginais, já que podem desencadear reação alérgica local e irritação
vaginal.
Métodos anticoncepcionais: Não existem, até o momento,
evidências que demonstrem aumento da incidência de cistite ou infecções
vaginais com o uso de pílulas anticoncepcionais ou DIU (dispositivo
intra-uterino). O diafragma tem sido implicado como uma possível causa
de cistite.
Atividade sexual: Algumas mulheres costumam
apresentar cistites após atividade sexual e neste grupo podem ser
adotados cuidados preventivos que reduzem a incidência de infecções:
a)-Micções após cada relação sexual: Urinar após as relações favorece a
eliminação das bactérias que possam ter penetrado na uretra e bexiga
durante o ato sexual.
b)-Ingestão de água após cada relação sexual:
aumenta a quantidade de urina e o número de micções no período subsequente ao ato sexual e isso contribui para erradicar
microorganismos localizados na uretra ou bexiga. As pacientes nunca
devem esvaziar totalmente a bexiga antes do coito. É necessário que
sempre permaneça um pouco de urina na bexiga para amortecer o trauma do
pênis durante o ato sexual.
c)-Lubrificação vaginal: Se não houver
lubrificação fisiológica normal da vagina no momento da relação, deve-se
recorrer a lubrificação artificial com substâncias neutras. Esta medida
é bastante importante, pois relações sexuais com vagina pouco
lubrificada produzem traumatismos do orifício da uretra e favorecem a
penetração local das bactérias.
d)-Evitar posições dolorosas:
Relações em posições que produzem dor vaginal indicam que a mucosa
(revestimento) da vagina está sendo traumatizada e isto favorece o
crescimento de bactérias na região.
e)-Higiene vaginal: Durante o
ato sexual bactérias localizadas na vagina podem ser lançadas na uretra e
ganhar acesso à bexiga. Por isso. irritações ou lavagens vaginais com
água ou soluções antissépticas (1 litro d’água fervida mais 1 colher de
sopa de vinagre branco) são recomendadas em pacientes com cistites
recidivantes. É importante que a higiene seja realizada antes e não após
a relação de modo que a população de bactérias vaginais seja pequena no
momento do ato sexual.
f)- Evitar o coito anal, pois as bactérias
intestinais contaminam a uretra masculina e, em futuras relações
vaginais podem promover vaginite e secundariamente cistites. por isso,
em casais que praticam o coito anal impõe-se o uso obrigatório de
preservativos.
Infecções vaginais: As vulvovaginite (infecções
da vulva ou vagina), que em geral se manifestam em todas as pacientes
com propensão a cistites, assim como infecções vaginais de qualquer
tipo, tornam o local mais suscetível à ação de bactérias intestinais,
que aí se instalam e depois podem invadir a uretra e a bexiga.
DIMINUIR A ANSIEDADE E STRESS
Source:
INSTITUTO ISEXP: Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática